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QUANTO VALE UMA OPINIÃO?

20:42Giulia Britto



Não sei de muita coisa sobre as definições que a vida nos dá e, pra falar a verdade, nem gosto muito delas, mas pelo pouco que aprendi, às vezes mesmo sem tantas certezas, entendo que as opiniões são consequências constantemente confundidas com causas. E a culpa é da importância que demos a elas.
Como quando esquecemos que a paisagem do caminho não é o ponto de chegada nem o de partida e só queremos apreciar a vista. O que não é lá das piores confusões, convenhamos. Mas quando se escolhe o destino pelas vistas que o caminho dá a gente pode se perder. Da estrada, da rota, de nós mesmos.
A roupa que você queria usar, mas desistiu porque não iriam faltar bocas e pensamentos para te julgar do que quer que a negatividade seja capaz de criar, foi um pedacinho de você que você tentou apagar. O curso que queria cursar, a frase que queria falar, o sorriso que não queria expressar, todos são você se escondendo do mundo. De frente para o espelho com uma máscara sobre o rosto. De que adianta ser admirado e não ser?
Culpo principalmente a insegurança pelo o enredo de tantas histórias de fuga. Já que se tratando de um jogo de opiniões, ela é sempre a protagonista. É quem sussurra baixinho em nossos ouvidos que somos insuficientes, pequenos, piores, carentes. Quem amplifica todas as vozes que se gastam e nos desgastam a repetir isso.
Todos já a encontraram ao menos 5 ou 6 vezes na vida e, em pelo menos uma, nós ouvimos, acreditamos, compramos a briga com quem somos e no final sempre perdemos. Mergulhando cada vez mais nessa teia de dependência, em que as opiniões são anestésicos pra uma insegurança aguda e incontrolável. Para os quais as contraindicações são incontáveis, podendo chegar à obsessão e à perda de personalidade.
É mais fácil ceder à primeira pedra, à primeira queda, à primeira palavra mal direcionada a quem criou em um momento de constrangimento, pressão, impulso ou, simplesmente, de insegurança.
Entre o escarro e o afago, a crítica e o elogio, o esporro e a carícia, escolha você. Verdades sobre uma mentira não as torna verdade. Palavras sobre o inexistente podem inflar um falso ego, mas pairam no vácuo, não geram impulso, não te tiram do lugar, não te fazem crescer, nem melhorar. Afinal, o “melhor” é relativo e depende do referencial e, nesse caso, o referencial é você.

TEXTO E ILUSTRAÇÃO: GIULIA BRITTO.

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